segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Minhas amarras

As vezes eu acho que vou enlouquecer
E a única coisa que me alivia é escrever.
É como se eu pegasse todas as merdas de dentro de mim e despejasse elas num papel.
Hoje eu queria muito dormir e não acordar tão cedo.
Ou não dormir.
Ficar falando a noite inteira. Parecendo uma idiota matracando coisas sem sentido só para manter uma conversa boba e não quebrar a ligação.
Na verdade, eu queria nem ligar. Não me importar.
Queria mandar o mundo pastar e ir fazendo as minhas coisas
Queria ter coragem de arriscar sem ter medo do futuro
Queria aprender a ser só, e sendo só, me bastar
Queria não me sentir frágil e idiota. Achando que faço tudo errado sempre.
Queria me achar e deixar de me sentir perdida e sem sentido
Queria enterrar o passado pra nunca mais lembrar dele com saudosismo
Queria tanta coisa, mas só querer não me leva a lugar nenhum.
E me sinto presa, numa cela que só eu tenho a chave. Mas cadê ela???


Fecho os olhos a noite e penso.
Nuvens de pensamentos e emoções passam por mim
Difícil escolher qual vence essa noite
Auto controle
Pelo menos é o que tento ter
Tento controlar minhas emoções para ter a razão
Para aparentar ser madura
E se eu quiser simplesmente chorar?
Não, Laís. Você já passou dessa época.

 O que penso hoje?
Penso que os desenhos infantis de princesas me estragaram.
Não existem no mundo real. Mas eu teimo eu acreditar neles.
Teimo em querer rotular as coisas, mesmo não acreditando em rótulos.
Teimo em querer ser “a rainha do reino de alguém”
Penso que eu gostaria de ter muitas coisas que não me pertencem
E tenho medo de não consegui-las.
Tenho medo de sentir essa amargura eternamente em meu peito

Aí entra meu lado racional para controlar isso tudo
Minha mente pede calma.
Meu coração pede socorro!! Rssrsr
Para, respira, pensa e caminha.
Deixa o rio seguir o fluxo dele, Laís
Ele funciona sem pressão.
E é assim que tem que ser.
Fé. No final tudo vai dar certo

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O amor é questão de escolha


            Por agora estou relendo um livro que sempre achei muito importante para manter relacionamentos. Não estou em nenhum relacionamento sério, mas o livro realmente é bom e conhecimento nunca é demais. Ele se chama: As cinco linguagens do Amor.

            Um dos tópicos desse livro é exatamente o tema desse texto. O amor é uma questão de escolha? É inevitável não levar em conta a química entre duas pessoas num relacionamento, mas eu creio que, em partes, seja sim. Estudiosos dizem que a paixão tem um prazo de validade de 2 anos. O que vem depois disso? Continuar com a pessoa e aceitar seus defeitos e todas as dificuldades e desgastes de um relacionamento longo depois de retirar a venda da paixão passa a ser questão de escolha. A decisão de continuar ou partir para outra tentativa é só sua. Porque a paixão vem como um tufão incontrolável, mas o amor é a escolha da abertura do nosso coração. È a sua escolha de pensar e compartilhar com o outro.
 
         Hoje em dias os relacionamentos estão se tornando muito descartáveis, assim como são as coisas. Há preguiça de plantar, de regar, de cuidar.... e sem essas coisas, planta nenhuma da flores e frutos. Muito mais fácil compra-los em uma floricultura ou quitanda, né? Pena que nunca tem o mesmo cheiro, sabor ou doçura.
 
            Eu já tive uma grande paixão na vida. Mergulhei de corpo e alma e senti tudo o que ela poderia me proporcionar. Fui elevada aos céus e de lá caí para o inferno. Provavelmente nunca mais terei nenhuma outra igual, e provavelmente ela nunca sairá por completo de mim. A paixão é assim. È um cálice da sua bebida favorita. E você vai bebendo sem sentir ate se embriagar e ficar viciado nela. E você quer cada vez mais... e como qualquer vício, é duro conseguir sair. Optamos por não continuar por questões de convivência, por imaturidade em saber dosar e contornar problemas, por falta de equilíbrio.... Poderíamos ter optado pelo outro caminho, mas foi demais para nós.

            Hoje em dia, não gostaria mais de senti-la, apesar de sugerir a todos que permitam-se passar por ela uma vez na vida pelo menos. Estaria negando a mim mesma se dissesse que não sinto falta, mas eu escolho outro caminho. Algo que venha com a tranqüilidade, com a compatibilidade, com a convivência, que me gere paz. Abro mão da louca paixão, e se ela vier, que passe rápido para eu escolher o caminho do amor. Mas lógico, se valer a pena..   

 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Olhar ao longe


Take this sinking boat and point it home
You have suffered enough
And warred with yourself
It's time that you won
 
"Falling Slowly"
 
Olhar ao longe
Pensamentos distantes