sábado, 11 de dezembro de 2010

Mulher ao Espelho

Hoje, que eu seja esta ou aquela
pouco me importa
Quero apenas parecer bela
pois, seja qual for, estou morta

Já fui loura, já fui morena
já fui Margarida e Beatriz
Já fui Maria e Madelana
Só n pude ser como quis

Que mal faz, esta cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto
Se tudo é tinta:o mundo, a vida,
o contentamento e o desgosto?

Por fora, serei como queira
a moda que me vai matando
Que me levem pele e caveira
ao nada, n me importa quando

Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seus,
e morreu pelo seus pecados,
falará com Deus

Falará, coberta de cruzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho

Clarisse Lispector


            Onde está o amor? Esse pequeno ser não se encontra nos corações dos homens. Está escondido num canto escuro impossibilitado de dar a luz ás pessoas. A cada instante ele é desacreditado. Ele é provado e vencido. o que está acontecendo com a sociedade? A getileza são jogadas de lado, mundos estam caindo. Estamos perdidos numa época onde o padrão cita regras. Onde a moda é para ser seguida e todos devem seguir o fluxo. Mas eu digo que: o sucesso está na ousadia. Dane-se os padrões e a sua sociedade hipócrita! Não vou fingir nada para o meu próprio ser buscando uma perfeição que não existe. Meus pensamentos fluem e voam muito + alto do que os limites impostos.